COORDENADORA DISTRITAL DEFENDE CLUSTER DOS TRANSPORTES NA ZONA DO ENTRONCAMENTO/TORRES NOVASO debate público em torno da proposta de Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo (PROT-OVT) --- um debate em curso até 4 de Agosto e que abrange 33 municípios --- suscita ao Bloco de Esquerda graves preocupações sobre o futuro da região, na proposta oficial remetida a mera periferia da Grande Lisboa.
A promoção de um cluster dos transportes na zona de Entroncamento eTorres Novas é uma das nove propostas concretas apresentadas pelo BE para contrariar essa visão e contribuir para um desenvolvimento sustentado, potenciador dos recursos endógenos da região.
Veja aqui as propostas do Bloco no comunicado da coordenadora distrital de Santarém incluindo a sua fundamentação.
NOVE PROPOSTAS PARA MUDAR O VALE DO TEJO
1. Despoluição da Bacia Hidrográfica do Tejo e revalorização do curso do rio – Projecto estratégico que elimine os diversos e graves problemas de poluição existentes, beneficiando o ambiente, a agricultura, as actividades económicas como a piscicultura e o turismo.
2. Construção de um Parque de Negócios no Médio Tejo – Uma infra-estrutura moderna, situada na área central do Médio Tejo e que concentre recursos financeiros, beneficiando de forma equilibrada toda a sub-região, recebendo os contributos do Instituto Politécnico de Tomar, potenciando a economia regional e a criação de emprego de qualidade.
3. Construção de uma unidade de saúde pública na margem esquerda do Tejo, a sul do distrito de Santarém, inserida na rede nacional de cuidados hospitalares, cobrindo uma vasta área, numa coroa relativamente próxima do novo aeroporto de Lisboa (NAL).
4. Promoção do Ensino Superior, como indutor de novas centralidades, qualificando os recursos humanos necessários ao desenvolvimento, de forma intimamente ligada às actividades produtivas.
5. Promoção de um cluster dos transportes na zona de Torres Novas/Entroncamento, potenciando os parques industriais e os saberes existentes, bem como a sua estreita ligação à rede ferroviária nacional.
6. Conclusão da modernização da Linha Ferroviária do Norte, articulando-a com o novo eixo ferroviário transversal previsto, num nó que possibilite o rápido escoamento de mercadorias e pessoas a partir da zona central da lezíria.
7. Promoção da agricultura ambientalmente sustentada. Desenvolvimento da agro-indústria e da indústria alimentar, nomeadamente no eixo Cartaxo-Santarém-Almeirim-Vale do Sorraia, tirando partido de áreas de elevada rentabilidade agrícola, próximas de unidades industriais já instaladas e do ensino superior nesses domínios.
8. Aposta na reflorestação e no ordenamento da floresta, em especial na zona norte e nordeste do Médio Tejo, ligando a investigação à exploração diversificada da floresta e ao integral aproveitamento dos seus recursos.
9. Desenvolvimento do eco-turismo e do turismo cultural, a partir do maciço calcário da Serra de Aire, de zonas balneares do interior, da recuperação das aldeias ribeirinhas do Tejo e, também, do valioso património histórico de cidades como Tomar, Abrantes e Santarém.
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