domingo, 23 de novembro de 2008

O CONCELHO CRESCE NA ÁREA DA LOGÍSTICA

VAI NASCER UM "PORTO-SECO"
NO CASAL MARCOS FERREIRA
O empreendimento é iniciativa da MSC, que se apresenta como "a 2ª maior linha marítima do mundo e a 1ª em termos de operação em Portugal". O porto-seco corresponde à primeira fase do projecto e irá ocupar 60 mil metros quadrados no Casal Marcos Ferreira, entre a zona industrial do Entroncamento e a linha ferroviária do norte, com um investimento estimado de 12 milhões de euros. Serão desenvolvidas as actividades de "armazenagem, reparação, consolidação e desconsolidação de contentores" e já estará assegurada a construção de um ramal ferroviário privativo.
O Bloco votou a favor da primeira fase do projecto, levado agora à reunião da Câmara Municipal, onde, alíás, viria a ser aprovado por unanimidade. Na ocasião, o vereador bloquista, Carlos Matias, sublinhou o desafio que um projecto desta envergadura coloca à capacidade municipal de planeamento. "Serão necessárias redes de águas, saneamento, transportes, comunicações... e tudo tem de ser pensado em tempo, para evitar as habituais dessincronias". Por outro lado, este investimento evidencia a atractividade para os investidores da zona central do Médio Tejo e, "felizmente para nós", do concelho do Entroncamento.

Andou mal a Comunidade Urbana do Médio Tejo quando aceitou que o parque de negócios da sub-região fosse previsto para a periferia da sub-região, entre Torres Novas e Alcanena --- a chamada "Porta Norte" --- e não aceitaram a proposta do BE de um Parque de Negócios na zona central. Na altura o argumento do professor Augusto Mateus para justificar a recusa da proposta do BE foi de que "os investidores queriam a proximidade da A1". Afinal também há investidores a procurar a proximidade da via férrea, uma vantagem competitiva que o Bloco tem vindo a sublinhar.

PREVISTA SEGUNDA FASE
Nos 140 mil metros quadrados já reservados para uma segunda fase do projecto da MSC, prevê-se o desenvolvimento de áreas de logística, armazenagem e distribuição, logística de trnasformação, centro de logística intermodal e de serviços de suporte". Segundo a MSC, o investimento nesta fase poderá ir dos 30 milhões aos 80 milhões de euros, estando "dependente da tipologia das actividades empresariais que vierem atraías para o local". Globalmente, considerando as duas fases do projecto, a MSC estima que "serão gerados 600 empegos directos", um número aliciante na hora de "vender" a ideia, mas provavelmente inflaccionado, dada a enorme imprevisibilidade de um processo tão longo e complexo.
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