sábado, 20 de dezembro de 2008

POR INICIATIVA DO BLOCO DE ESQUERDA

ASSEMBLEIA MUNICIPAL EXIGE PASSE SOCIAL
E A MODERNIZAÇÃO DA LINHA DO NORTE
Este sábado, a Assembleia Municipal do Entroncamento foi unânime ao "manifestar o seu desagrado pelos pesados aumentos do transporte ferroviário regular, entre Lisboa e o Médio Tejo, ocorridos ao largo dos últimos anos".
De facto, entre 1 de Fevereiro de 2003 e 1 de Julho deste ano o preço da assinatura mensal Entroncamento – Lisboa passou de €107,21 para €166,5. Um aumento global de 55%, cerca de 11% por ano. Mas, muitos passageiros passaram ainda a ter adquirir mais uma assinatura para o transporte ferroviário urbano na chamada “Grande Lisboa”: mais €29. Assim, de facto o transporte ferroviário Entroncamento - Lisboa aumentou cerca de 82 %, entre Fevereiro de 2003 e Julho de 2008!
Por proposta do Bloco, a Assembleia Municipal do Entroncamento defendeu, mais uma vez, a necessidade de avançar com "o passe social no transporte ferroviário entre Lisboa e o Entroncamento, como forma de repor o equilíbrio no preço do transporte."
A Assembleia Municipal decidiu ainda associar-se "à defesa da urgente conclusão da modernização da linha ferroviária do norte, avançando com os estudos necessários para a sua quadruplicação, com vista a garantir uma oferta ferroviária de qualidade, à região e ao país."
Os autarcas do Entroncamento corroboraram a opinião de Francisco Cardoso dos Reis, presidente da CP, que reconheceu numa entrevista recente, a justeza das reclamações dos passageiros dos comboios regionais, defendendo a quadruplicação da linha ferroviária do Norte como forma de aumentar a oferta de vias disponíveis e resolver os problemas. Considerou ser esse – e não o TGV – o problema “essencial” das comunicações ferroviárias entre Lisboa e Porto.

LUÍS GRÁCIO DEFENDEU A MOÇÃO
APRESENTADA PELO BLOCO DE ESQUERDA
O deputado municipal bloquista afirmou que a "reconhecida deficiência do serviço regional entre Entroncamento e Lisboa não tem, todavia, impedido um desmesurado aumento de preço das assinaturas mensais dos comboios, sem qualquer correspondência nas taxas de inflação ocorridas." No entanto, os passgeiros dos comboios regionais são claramente prejudicados pela elevada prioridade atribuída pela CP aos serviços intercidades e alfas, circulações mais rentáveis e em que, a verificarem-se casos de “não conformidade” com a qualidade exigida pelo do Decreto-Lei n.º 58/2008, o operador ferroviário é mais penalizado.
Por isso, afirmou Luís Grácio, "estamos solidários com os trabalhadores vítimas do "assalto" da CP, e temos continuadamente reivindicado a criação de um passe social para a ferrovia, até ao Entroncamento." E prosseguiu: "quando são exigidos tantos sacrifícios aos portugueses, particularmente aos trabalhadores, com o fundamento do equilíbrio das contas publicas, do combate ao deficit publico e se disponibilizam generosamente biliões de euros para acudir aos banqueiros, somos obrigados a questionar o porquê desta injustiça para com aqueles que verdadeiramente são as vitimas de todas as crises, os trabalhadores e suas as famílias."